quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Educação Para Todos - Sociedade Inclusiva

Conforme o vídeo "Pedro e a Escola Inclusiva" chegamos a seguinte conclusão:

O conceito "inclusão" deverá ter uma aplicação mais vasta porque qualquer criança em qualquer altura da sua vida escolar e/ou extra-escolar pode ter dificuldades educativas e/ou sociais (as que dizem respeito à sua etnia, classe social, etc.) e será com os seus pares que ultrapassará essa fase, prosseguindo o seu desenvolvimento. Desta forma as mudanças que ocorrem no sistema educativo irão beneficiar todas as crianças.
Por outro lado, o desenvolvimento humano constrói-se em relação com o meio e com os outros. O indivíduo influencia mas também é influenciado. É nesta perspectiva que todos podem contribuir, para melhorar a nossa Sociedade. Pretende-se assim, atingir uma "Sociedade participada" por todos, porque cada um tem algo de útil para o desenvolvimento da Humanidade, potenciando a participação dos mais diferentes grupos e/ou indivíduos . As várias diferenças conjugam-se para o mesmo fim: a "construção" de uma Sociedade Inclusiva sem preconceitos onde todos têm direito à sua individualidade.
O processo de construção da personalidade passa pelo reconhecimento das capacidades e dificuldades de cada um, respeitando as diferenças, baseando a Educação em atitudes e valores que tornarão a criança mais consciente e solidária. Cada criança, durante o processo de desenvolvimento, está a contribuir para o desenvolvimento dos outros. O ser humano desenvolve-se em interacção social, especialmente através da cooperação entre pares. Segundo o ponto 8 da Declaração de Princípios de Salamanca "... pedagogia inclusiva é a melhor forma de promover a solidariedade entre os alunos ...".
Em todos os conteúdos educativos, as atitudes do Docente são, geralmente, imitadas pelas crianças. Por esta razão o Profissional de Educação tem que estar atento e disponível, adoptando uma planificação flexível e versátil para as ajudar a progredirem tanto quanto possível. Estas deverão participar nessa planificação e respectiva avaliação. A referida planificação deve ser baseada numa pedagogia diferenciada e em técnicas de cooperação (cada criança aprende ao seu ritmo, com estratégias diversificadas mas em conjunto com os seus pares).
A criança tem que ser vista como um todo e não repartida em sectores. A criança que está na sala de actividades é a mesma que tem uma família, com as suas dificuldades e necessidades diferentes. Nenhuma família é igual à outra porque é composta de indivíduos todos diferentes uns dos outros. (A referida família está inserida numa Sociedade, toda ela heterogénea). Uma das funções da Escola é proporcionar à família a interacção Escola - Família, tendo como objectivo o envolvimento activo dos pais/Encarregados de Educação no processo de desenvolvimento dos seus educandos.
A inclusão pode começar no Sistema Educativo mas não faz sentido se não transpuser os muros da Escola.
A Educação inclusiva requer uma reestruturação a nível da Sociedade, onde todos os parceiros deverão trabalhar em equipa (Escola, Família, Comunidade, Estado, coordenação entre os diferentes Ministérios: Educação, Segurança Social, Emprego, Saúde, Finanças ...) reflectindo e avaliando-se continuamente, respondendo às necessidades de todas as crianças / jovens / adultos.
Será como uma continuação educacional igual à praticada no sistema educativo, uma verdadeira Cultura que respeita o princípio "...o direito à Educação de todos os indivíduos ..." (Declaração Universal dos Direitos do Homem), entendendo Educação como a formação ao longo da vida.

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